Concordância verbal-namita
Madames, playboys, acionistas, detentores do poder em geral começam a verborragia:
"Os pássaros são felizes porque a distância, quando em vôo, não os permitem observar algumas tristezas. Se há distância, há beleza; no foco, a sorte pode ser pequena."
Aqueles em cima do muro (comumente chamdos de sensatos) tentam convencer e dizem:
"Então, ode à impessoalidade? Por favor, não confundam miséria com simplicidade!"
Esquerdistas, pés no chão, perdedores conformados, pobres de bolso (talvez ricos de espírito) retrucam:
O comércio é informal, verdade. Os restaurantes populares (de rua), menos sofisticados do que talvez se deseja, também correto. Mas e o charme das casas antigas? E os delicioso café forte-gelado com leite condensado? Que tal a vida barata e acessível a praticamente todos? E as vielas com senso de comunidade preservado? Não vale o sorriso convidativo dos bêbados da cidade nos botecos se aventurando em conversas com ocidentais que são "todos iguais"? E os rolinhos primavera ou os sanduíches com vegetais e frango enrolados na primeira página do jornal do dia?
O pouco de Saigon (Ho Chi Minh para os mais íntimos) já me bastou.
